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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Deus criou o mal?
Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
-Deus criou tudo o que existe?
Um aluno respondeu com grande certeza:
-Sim, Ele criou!
-Deus criou tudo?Perguntou novamente o professor.
-Sim senhor, respondeu o jovem.
O professor indagou:
-Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?
O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era uma perda de tempo.
Outro estudante levantou a mão e disse:
-Posso fazer uma pergunta, professor?
-Lógico, foi a resposta do professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
-Professor, o frio existe?
-Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?
Com uma certa imponência rapaz respondeu:
-De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.
-E, existe a escuridão? Continuou o estudante.
O professor respondeu temendo a continuação do estudante:
-Existe!
O estudante respondeu:
-Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não!
Continuou:
-Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?! Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente.
Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
-Senhor, o mal existe?
Certo de que para esta questão o aluno não teria explicação, professor respondeu:
-Claro que sim! Lógico que existe. Como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal!
Com um sorriso no rosto o estudante respondeu:
-O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.
Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeçapermanecendo calado… Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?E ele respondeu:
-ALBERT EINSTEIN, senhor!
Albert Einstein
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Particular versus pública: inventário das diferenças.
Alunos da federal e da etesp debatendo se estas escolas são iguais ou não as particulares... depois de um breve tempo, posto que tudo nesta geração é "fast", chegam a conclusão:
"_ Não é meu, se vc tirar nota vermelha lá vc consegue reclamar para o diretor e fazer ele mandar o cordenador mudar sua nota?
_Não!
_Então não é igual a particular."
Precisa dizer mais.
rsrsrsrs
domingo, 16 de agosto de 2009
Depois de tanta baboseira do Danilo Gentili sobre a falta de preconceito no Brasil, leiam uma mostra da real "democracia racial"
Homem negro espancado, suspeito de roubar o próprio carro
Por Notícia da agência Afropress 14/08/2009 às 12:40
Tomado por suspeito de um crime impossível - o roubo do seu próprio carro, um EcoSport da Ford - o funcionário da USP, Januário Alves de Santana, 39 anos, foi submetido a uma sessão de espancamentos com direito a socos, cabeçadas e coronhadas, por cerca de cinco seguranças do Hipermercado Carrefour, numa salinha próxima à entrada da loja da Avenida dos Autonomistas, em Osasco. Enquanto apanhava, a mulher, um filho de cinco anos, a irmã e o cunhado faziam compras.
A direção do Supermercado, questionada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP, afirma que tudo não passou de uma briga entre clientes.
O caso aconteceu na última sexta-feira (07/08) e está registrado no 5º DP de Osasco. O Boletim de Ocorrência - 4590 - assinado pelo delegado de plantão Arlindo Rodrigues Cardoso, porém, não revela tudo o que aconteceu entre as 22h22 de sexta e as 02h34 de sábado, quando Santana - um baiano há 10 anos em São Paulo e que trabalha como Segurança na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, há oito anos - chegou a Delegacia, depois de ser atendido no Hospital Universitário da USP com o rosto bastante machucado, os dentes quebrados.
Ainda com fortes dores de cabeça e no ouvido e sangrando pelo nariz, ele procurou a Afropress, junto com a mulher - a também funcionária do Museu de Arte Contemporânea da USP, Maria dos Remédios do Nascimento Santana, 41 anos - para falar sobre as cenas de terror e medo que viveu. "Eu pensava que eles iam me matar. Eu só dizia: Meu Deus".
Santana disse pode reconhecer os agressores e também pelo menos um dos policiais militares que atendeu a ocorrência - um PM de sobrenome Pina. "Você tem cara de que tem pelo menos três passagens. Pode falar. Não nega. Confessa, que não tem problema", teria comentado Pina, assim que chegou para atender a ocorrência, quando Santana relatou que estava sendo vítima de um mal entendido.
Depois de colocar em dúvida a sua versão de que era o dono do próprio carro, a Polícia o deixou no estacionamento com a família sem prestar socorro, recomendando que, se quisesse, procurasse a Delegacia para prestar queixa.
Terror e medo
"Cheguei, estacionei e, como minha filha de dois anos, dormia no banco de trás, combinei com minha mulher, minha irmã e cunhado, que ficaria enquanto eles faziam compra. Logo em seguida notei movimentação estranha, e vi dois homens saindo depressa, enquanto o alarme de uma moto disparava, e o dono chegava, preocupado. Cheguei a comentar com ele: "acho que queriam levar sua moto". Dito isso, continuei, mas já fora do carro, porque notei movimentação estranha de vários homens, que passaram a rodear, alguns com moto. Achei que eram bandidos que queriam levar a moto de qualquer jeito e passei a prestar a atenção", relata.
À certa altura, um desses homens - que depois viria a identificar como segurança - se aproximou e sacou a arma. Foi o instinto e o treinamento de segurança, acrescenta, que o fez se proteger atrás de uma pilastra para não ser atingido e, em seguida, sair correndo em zigue-zague, já dentro do supermercado. "Eu não sabia, se era Polícia ou um bandido querendo me acertar", contou.
Os dois entraram em luta corporal, enquanto as pessoas assustadas buscavam a saída. "Na minha mente, falei: meu Deus. Vou morrer agora. Eu vi essa cena várias vezes. E pedia a Deus que ele gritasse Polícia ou dissesse é um assalto. Ele não desistia de me perseguir. Nós caímos no chão, ele com um revólver cano longo. Meu medo era perder a mão dele e ele me acertar.
Enquanto isso, a mulher, a irmã, Luzia, o cunhado José Carlos, e o filho Samuel de cinco anos, faziam compras sem nada saber. "Diziam que era uma assalto", acrescenta Maria dos Remédios.
Segundo Januário, enquanto estava caído, tentando evitar que o homem ficasse em condições de acertar sua cabeça, viu que pessoas se aproximavam. "Eu podia ver os pés de várias pessoas enquanto estava no chão. É a segurança do Carrefour, alguém gritou. Eu falei: Graças a Deus, estou salvo. Tô em casa, graças a Deus. Foi então que um pisou na minha cabeça, e já foi me batendo com um soco. Eu dizia: houve um mal entendido. Eu também sou segurança. Disseram: vamos ali no quartinho prá esclarecer. Pegaram um rádio de comunicação e deram com força na minha cabeça. Assim que entrei um deles falou: estava roubando o EcoSport e puxando moto, né? Começou aí a sessão de tortura, com cabeçadas, coronhadas e testadas", continuou.
Sessão de torturas
"A sessão de torturas demorou de 15 a 20 minutos. Eu pensava que eles iam me matar. Eu só dizia: Meu Deus, Jesus. Sangrava muito. Toda vez que falava "Meu Deus", ouvia de um deles. Cala a boca seu neguinho. Se não calar a boca eu vou te quebrar todo. Eles iam me matar de porrada", conta.
Santana disse que eram cerca de cinco homens que se revezavam na sessão de pancadaria. "Teve um dos murros que a prótese ficou em pedaços. Eu tentava conversar. Minha criança está no carro. Minha esposa está fazendo compras, não adiantava, porque eles continuaram batendo. Não desmaiei, mas deu tontura várias vezes. Eu queria sentar, mas eles não deixavam e não paravam de bater de todo jeito".
A certa altura Januário disse ter ouvido alguém anunciar: a Polícia chegou, sendo informada de que o caso era de um negro que tentava roubar um EcoSport. "Eles disseram que eu estava roubando o meu carro. E eu dizia: o carro é meu. Deram risada."
A Polícia e o suspeito padrão
A chegada da viatura com três policiais fez cessar os espancamentos, porém, não as humilhações. "Você tem cara de que tem pelo menos três passagens. Pode falar. Não nega. Confessa que não tem problema", comentou um dos policiais militares, enquanto os seguranças desapareciam.
O policial não deu crédito a informação e fez um teste: "Qual é o primeiro procedimento do segurança?". Tonto, Januário, Santana disse ter respondido: "o primeiro procedimento é proteger a própria vida para poder proteger a vida de terceiros".
Foi depois disso que conseguiu que fosse levado pelos policiais até o carro e encontrou a filha Ester, de dois anos, ainda dormindo e a mulher, a irmã e o filho, atraídos pela confusão e pelos boatos de que a loja estava sendo assaltada. "Acho que pela dor, ele se deitou no chão. Estava muito machucado, isso tudo na frente do meu filho", conta Maria dos Remédios.
Sem socorro
Depois de conferirem a documentação do carro, que está em nome dela, os policiais deixaram o supermercado. "Daqui a pouco vem o PS do Carrefour. Depois se quiserem deem queixa e processem o Carrefour", disse o soldado.
Em choque e sentindo muitas dores, o funcionário da USP conseguiu se levantar e dirigir até o Hospital Universitário onde chegou com cortes profundos na boca e no nariz. "Estou sangrando até hoje. Quando bate frio, dói. Tenho medo de ficar com seqüelas", afirmou.
A mulher disse que o EcoSport, que está sendo pago em 72 parcelas de R$ 789,00, vem sendo fonte de problemas para a família desde que foi comprado há dois anos. "Toda vez que ele sai a Polícia vem atrás de mim. Esse carro é seu? Até no serviço a Polícia já me abordaram. Meu Deus, é porque ele é preto que não pode ter um carro EcoSport?", se pergunta.
Ainda desorientado, Santana disse que tem medo. "Eu estou com vários traumas. Se tem alguém atrás de mim, eu paro. Como se estivesse sendo perseguido. Durante a noite toda a hora acordo com pesadelo. Como é que não fazem com pessoas que fizeram alguma coisa. Acho que eles matam a pessoa batendo", concluiu.
sábado, 15 de agosto de 2009
Deputado do PV de SP mostra como Serra funciona: um horror!
O Conversa Afiada aceita a sugestão do amigo navegante Geraldo S. Chaves e reproduz entrevista do deputado estadual Capitão Olímpio ao blog Outro Lado da Notícia:
Deputado rompe com o PV e alerta Marina
Em entrevista ao Brasília Confidencial, o deputado estadual Major Olimpio, de São Paulo, acaba de romper com o PV. Em entrevista ao Brasília Confidencial, ele afirma que o PV abre mão até de seus projetos ambientais em nome de um “apoio cego” à aliança PSDB-DEM. Rebelado desde o início do mandato, em 2006, Major Olímpio aponta o fisiologismo do partido e a censura que o PV impôs a suas denúncias contra o Governo José Serra (PSDB). Para a senadora Marina Silva (PT), que pode fazer o caminho contrário, aderindo ao PV para concorrer à Presidência da República, ele manda um recado: “Você não merece esse engodo”.
Policial militar por 29 anos, eleito em 2006 pelo PV com 52.386 votos para a Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado fez um acordo com o partido e ficou com o mandato, depois de alegar justa causa para deixar a legenda. PT, PDT, PSOL e PTB estão sondando o deputado, que adianta: “Não vou simplesmente trocar de cela”.
O senhor deixou o PV ou foi o PV que o deixou?
Eu deixei o PV. Entrei com uma ação na Justiça, inclusive, alegando justa causa. Depois, recentemente, eles me procuraram para um acordo. Fiquei com o mandato e retirei a ação.
O que o senhor alegou nessa ação?
Até as censuras e discriminações que sofri. Para você ter uma idéia, eu fui proibido de fala em nome do partido. Fui excluído da vice-liderança… O caso é que, nas eleições passadas, o PV teve candidato próprio em São Paulo e, portanto, não compunha a base de apoio do José Serra (PSDB). Então, legal e moralmente, não há nenhum compromisso do PV com esse governo.
O senhor faz oposição isolada ao governador Serra. Como isso começou?
Eu não poderia jamais, como filho de servidor, como policial durante 29 anos em São Paulo, me prostrar diante desse desmonte, desse absurdo que o governador tem feito no serviço público, na polícia. Eu não me elegi para me prostrar diante do governador. O PV fez isso em troca de um cargo, de uma Secretaria de Assistência Social. E em troca de duas secretarias do aliado de Serra, o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Eu descobri que a candidatura do PV foi um jogo de cena. Eu entrei nessa porque nunca tive muita habilidade política, nessa política de cartas marcadas. Em minha vida, eu passei 29 anos na polícia, correndo atrás de bandidos. Eu não soube entender que era tudo uma grande armação. Foi uma campanha armada para que eles se jogassem depois nos braços de Serra e Kassab.
Como o senhor percebeu isso?
Logo no começo do mandato eu entendi. Meus sete colegas de bancada votaram em favor de vetos de Serra a projetos ambientais. Um deles era para a despoluição dos rios. Olha, eles se esqueceram até dos princípios ambientais. É uma obediência cega ao Serra. Chega ao absurdo, ao desrespeito absoluto ao eleitor. Eles (os deputados do PV) nem comparecem muito às sessões. Por causa do meu comportamento, fui destituído da condição de vice-líder e nem podia mais falar pelo partido nas sessões. Eu virei um deputado zumbi. CPIs, então, nem pensar. A coisa que eu mais aprendi na minha carreira policial foi investigar bandidos. Mas nunca vi uma CPI nessa Assembleia de São Paulo. Até meus projetos o PV mandou que eu retirasse. Um deles, por exemplo, previa melhorias nas condições salariais dos policiais, que é o meu setor eleitoral. Queriam me destruir no meu segmento.
O senhor propôs uma CPI para investigar o Governo Serra?
Sim, em 2007. Vou falar disso porque tenho informações fidedignas. As tropas me informam de tudo e eu documento. Mas não consegui assinaturas suficientes para uma CPI. O fato é que os helicópteros da Polícia Militar viraram táxi-aéreo de “aspones” e secretários do governador. Para você ter uma idéia, houve um sábado (em 2007) que o Goldman (Alberto Goldman, vice-governador de São Paulo) pegou seus chinelinhos e seu cachorro e chamou um “táxi-aéreo do governo”, que era, na realidade, um helicóptero de resgates da PM, para ir passear em Campos do Jordão. E isso ainda acontece nesse governo. As madames, mulheres dos usuários desse “serviço”, reclamaram então que nos helicópteros havia fuzis e elas não gostavam dos fuzis no seu táxi-aéro. Mandaram tirar; e a PM teve que retirar. Olha, isso é o fim do mundo. Fico revoltado, porque esses helicópteros devem servir para as ações policiais, não para transportar madames nem gente que quer passear com o cachorrinho em Campos do Jordão, nos sábados ensolarados. Mas o PV me mandou calar a boca.
E o senhor não denunciou de outra forma?
Sim, pedi a CPI e também denunciei o caso à Procuradoria da Justiça do Estado de São Paulo. Sabe qual foi o resultado? O parecer foi de que esse uso dos helicópteros pelo governo é legítimo. Mesmo com as aeronaves de socorro. Então, o governador pode tudo.
Houve alguma outra situação em que o senhor ficou indignado?
Muitas. Quando houve a inundação no Maranhão, São Paulo mandou 30 bombeiros para lá. Eles foram enviados em um avião da FAB. Ajudaram e tal. Na volta, não tinha mais como eles voltarem no avião da FAB. Sabe o que o governo paulista fez? Nada. Os 30 bombeiros passaram três dias molhados, feridos, cansados, no aeroporto do Maranhão. O governo paulista não queria pagar passagens para os 30 bombeiros voltarem para suas casas, depois dessa missão autorizada. No último dia 3 eu fiz essa denúncia no Plenário. Sabe como eles voltaram? Nós, policiais, pagamos as passagens para os colegas com um fundo nosso mesmo, que mantemos para garantir café e bolachinhas nos quartéis. Nós, policiais, pegamos desse dinheiro e pagamos as passagens para os colegas. Na volta, eles nos contaram que não receberam sequer as diárias pelos dias que passaram lá, ajudando a salvar vidas. Como é que eu, um policial por 29 anos, posso apoiar esse governador?
O senhor já decidiu seu futuro político? Vai se filiar a um partido de oposição?
Olha, por enquanto, só tenho duas certezas: nunca mais o PV nem o PSDB e seus apoiadores. Eu não posso sair de uma cela para entrar em outra cela. Tenho até o dia 30 de setembro para decidir. Fui convidado pelo PT, PSOL, PDT, PTB. Eu me dou muito bem com o PTB, por exemplo, mas eles também apóiam o Serra. Então, eu vou avaliar isso muito bem, porque agora o mandato é meu, não do PV.
Nesse momento em que o senhor rompe com o PV, a senadora Marina Silva (PT) avalia a sua adesão ao partido para garantir uma bandeira ambiental para disputar a Presidência da República. O senhor daria algum recado à senadora?
Muito claramente: Marina, pense muito bem. Você tem uma história de vida… Os princípios do PV são fantásticos no papel, na conversa. Mas não são reais. Você não merece esse engodo.
sábado, 15 de novembro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
resposta ao ataque de veja a Paulo Freire.
Na semana passada, a viúva do educador Paulo Freire, Ana Maria Araújo Freire, escreveu uma carta de repúdio à revista Veja, em decorrência de reportagem publicada na edição de 20 de agosto, intitulada 'O que estão ensinando a ele?'. De autoria das jornalistas Monica Weinberg e Camila Pereira, a reportagem foi baseada em uma pesquisa sobre a qualidade do ensino no Brasil. Em um determinado trecho da reportagem, lê-se: |
'Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado'.
Diante disso, Ana Maria Araújo Freire escreveu a seguinte carta de repúdio:'Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE -- e um dos maiores de toda a história da humanidade --, quero registrar minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas de nosso país. Não a leio por princípio, mas ouço comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico. Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas , camufladamente, age em nome do reacionarismo deste.
Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoa pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar. Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas.
A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética, certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista.
Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do 'filósofo' e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável, elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário.
Superação realizada não só pela política federal de extinção da pobreza, mas , sobretudo pelo trabalho de meu marido – na qual esta política de distribuição da renda se baseou - que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela. Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da Ditadura Militar.
Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja os dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a sociedade brasileira está no caminho certo para a construção da autêntica democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!
São Paulo, 11 de setembro de 2008
Ana Maria Araújo Freire
domingo, 5 de outubro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
O trabalho de professor.
Marilena Chauí
Tentando entender o trabalho docente a autora relata sua pesquisa que tem como objetivo “efetuar um recorte do imaginário social dos professores do município do Rio de Janeiro evidenciando as suas representações do próprio trabalho”.
Partindo da ótica psicanalista ela percebe uma heroicização do docente, que luta e se sacrifica numa batalha sem fim, repetida a cada nova turma. O discurso foi analisado levando em consideração o imaginário e a ideologia. A pesquisa indicou que os professores se representam como heróis “que salvam as pessoas da ignorância”, mas acabam se perdendo nela.
A moral judaico-crista que herdamos separa o trabalho e o gozo, e o professor deformado pelo trabalho cobre seu sofrimento material com um prazer imaginário proporcionado pela “arte de ensinar”. A resistência a aceitar sua condição de trabalhador assalariado levá-os a reverenciar o “status” da profissão.
Na pesquisa apareceram representações defensivas, colocando o professor na posição de herói que se eterniza através dos alunos. A idéia de vocação ameniza o sofrimento, e dignifica o trabalho docente. Processos defensivos, com excesso de explicações e fuga de conflitos, ficaram evidentes, assim como a tendência a chamar para os professores a responsabilidade de reversão do quadro atual através dessa martirização e não da luta político-sindical. O amadurecimento e sofrimento são encarados como ritos de passagem.
Também esteve presente um fenômeno deformacional, onde professores relacionam-se com símbolos gloriosos, heróicos ou depreciativos, distanciando de uma forma ou seu trabalho da proletarização real.
O saber como arma sagrada do professor para salvar os alunos; o futuro glorioso atribuído ao papel simbólico do dono da escola, que organiza o mundo desprovido de sentido; a heroicização do magistério; a imagem do outro, o mau professor, autoritário, desinteressado, desatualizado, individualista e despolitizado, que habita cada um deles; a tendência para o sacrifício, incluindo baixos salários e o trabalho excessivo, responsabilizando as autoridades, os alunos difíceis, as famílias dos mesmos e os meios de comunicação de massa; o futuro heróico envolto em projetos educacionais de cunho social, que melhorarão o cenário da educação no Brasil; são noções que auxiliam o professor a superar algumas inferioridades e assim resolver de forma imaginária seus conflitos.
Vários tipos de heróis desfilaram nesta pesquisa, o cristão, o delirante e o mitológico. Só faltou o herói político, aquele que, segundo Arendt, é revelado pela história e cuja coragem fundamental esta na disposição para agir e para falar, em situações que todos calam.
Talvez, os educadores estejam sofrendo os efeitos que Tamarit chamou de “curva ideológica”, referindo-se ao pensamento pós-moderno que na América latina, lançou por terra a tradição revolucionária.
OLIVEIRA, Eloiza da Silva Gomes de. Trabalho do professor – trabalho de Sísifo? A heróica dimensão imaginária da docência. In: VIELLA , Maria dos Anjos Lopes(Org.) Tempos e Espaços de Formação Chapecó: Argos, 2003.
QUEM DE FORMA O PROFISSIONAL DO ENSINO (RESUMO)
“Não sois máquinas, homens é que sois”
Charles Chaplin
“Nossa vida é o assassinato pelo trabalho”
Georg Büchner
Dizer que o dia em que tivermos educadores mais qualificados resolveremos os problemas da educação é um mito, segundo o autor. Para ele a desqualificação do mestre é apenas um dos aspectos da desqualificação da própria escola.
O despreparo do mestre o mantém fraco e facilmente manipulável, e esta é a raiz da sua desfiguração social e de sua fraqueza como categoria social.
Tudo que se faz pela qualidade do educador tem uma dimensão social e política, que cria condições para a instrumentalização de uma categoria e a qualificação da escola.
Quando se fala em qualidade de educação tudo se discute, apenas as condições materiais são esquecidas como se pouco ou nada pesassem no fracasso escolar.
O processo de ensino-aprendizagem, pautado na figura do professor transmissor de conhecimento, ajuda a explicar o fracasso da escola pelo despreparo do profissional da educação.
Não podemos esquecer que o despreparo desse profissional esta integrado a negação do direito de saber as camadas populares.
Acreditar que o Estado, a burguesia e seus gestores assim como os empresários do ensino querem elevar os níveis de qualidade, mas não conseguem devido ao atraso sócio cultural do país, é uma ingenuidade.
Se as propostas de revitalização dos centros de formação forem inspirados na relação linear e ingênua entre capacitação do profissional e êxito da escola, estaremos recuando.
O peso desmotivador, não apenas da falta de condições de trabalho, a instabilidade no emprego, as relações hierárquicas, o universo burocrático, a condição de simples assalariado a que vem sendo submetido o profissional do ensino, não são lembrados quando se equaciona as causas do fracasso escolar, nada se fala sobre a motivação,
O capitalismo tem um caráter desqualificador e deformador, nas palavras de Adam Smith “a perícia no ofício é uma qualidade que parece ter sido adquirida à custa das virtudes intelectuais e sociais”, e o professor, neste sistema, como todo assalariado, perde o controle do seu trabalho, de sua qualificação, do processo e até de si mesmo como trabalhador.
Enfim , o professor , inconscientemente, é reprodutor de sua própria situação, um mero assalariado, pago para executar propostas pedagógicas pensadas por outros e alienado.
ARROYO, Miguel González Quem de-forma o profissional do ensino In: VIELLA, Maria dos Anjos Lopes (Org.) Tempos e Espaços de Formação Chapecó: Argos, 2003.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Sobre o pagamento da reposição
de “inconsistências” referente à julho;
há informações de que, excepcionalmente, o calendário deste mês
(para recebimento em setembro) é de 30 de julho à 04 de agosto.
Logo, as escolas terão tempo de solicitar nas Diretorias de Ensino (setor de pagamento) a “alteração dos boletins de freqüência”,
digitados em julho e referente a junho; e enviar as AULAS REPOSTAS na
“Remessa de Inconsistências”.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Depois de reuniões para dizer que a verdade está lá fora , achei a resposta aqui dentro!!!!
Alanis Morissette
Olhe para nós, cortando nossos laços nesta cozinha
Olhe para nós, organizando as nossas defesas
Olhe para nós, fazendo guerra em nosso quarto
Olhe para nós, fugindo de nossas conversas
Não há diferença no papel que representamos aqui
E a diferença não aparece como sintomas maiores lá
fora
Então pra que perder tempo escondendo quem somos
Quando nós temos a peça (resposta) fundamental para a
causa bem aqui, nosso alicerce
Olhe para nós, formando nossas panelinhas em caixas
de
areia
Olhe para nós, crianças minúsculas, com nossos
corações fechados
Olhe para nós, ignorando todos os nossos defeitos
Olhe para a ditadura no meu próprio bairro
(Refrão)
Porque desperdicei minha energia a toa
Quando a luz lá fora vem e da raiz
Preste atenção nas origens das razões mais simples
Essa base, quando formada, começa na nossa sala de
estar
Não há diferença no papel que representamos aqui
E a diferença não aparece como sintomas maiores lá
fora
Então pra que perder tempo escondendo quem somos
Quando nos temos a peça (resposta) fundamental para a
causa bem aqui, nosso alicerce
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Fax nº 51 – 16/07/2008
APEOESP presta esclarecimentos à Procuradoria Regional do Trabalho
Em audiência de mediação ocorrida nesta terça-feira, 15, a APEOESP prestou
esclarecimentos à Procuradoria REgional do Trabalho, Núcleo de Dissídio Coletivo,
sobre os encaminhamentos da luta dos professores em defesa de seus direitos
adotados a partir de 04 de julho, data da suspensão da greve.
A APEOESP informou à Procuradora Oksana M. D. Boldo que acatou o acordo
firmado no Tribunal Regional do Trabalho ao propor em assembléia a suspensão
do movimento grevista - porém com a permanência do estado de greve -
mediante o compromisso da Secretaria em abrir processo de negociação.
Também informou que todas as deliberações são aprovadas nas diversas
instâncias do Sindicato: diretoria estadual colegiada, conselho estadual de
representantes e assembléia geral dos professores.
Em 24 de julho próximo, o conselho estadual de representantes se reunirá
para definir os próximos passos da luta, já que até o momento a Secretaria
não abriu processo de negociação sobre a pauta de reivindicações da categoria
que trata da revogação do Decreto 53037; da incorporação de todas as
gratificações; da Lei 1041 (faltas médicas); do cumprimento da data-base;
do reajuste salarial que reponha as perdas; de um novo Plano de Carreira,
entre outros pontos.
Os esclarecimentos fizeram-se necessários para que a Procuradoria possa
encaminhar processo de dissídio coletivo, o que poderá ocorrer nos próximos dias.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Procuradoria Regional do Trabalho agenda audiência de mediação
com a APEOESP
Nesta terça-feira, a APEOESP comparecerá em audiência de
mediação convocada pela Procuradoria Regional do Trabalho
no Núcleo de Dissídio Coletivo.
A convocação foi feita logo após o Sindicato ter protocolado
denúncia contra a Secretaria da Educação no Tribunal Regional
do Trabalho pelo não cumprimento do acordo assinado na
audiência de conciliação em 04 de julho, durante a greve da
categoria.
Na ocasião a Secretaria da Educação assinou acordo no qual se
comprometia a pagar os dias parados aos professores que
participaram da greve e abrir negociação sobre os demais
itens da pauta de reivindicação da categoria.
Descumprindo o acordo, a Secretaria publicou comunicado
Diário Oficial anunciando desconto no salário dos docentes e
pagamento mediante a reposição de aulas. Além disso, não
apontou qualquer calendário de negociação.
Diante da ofensiva da S.E.E., além dos encaminhamentos
jurídicos, é imprescindível mantermos o estado de greve e
definirmos conjuntamente os próximos passos do movimento
em defesa dos direitos da categoria. Em 24 de julho, o
Conselho Estadual de Representantes se reunirá
extraordinariamente para apontar as ações imediatas,
entre elas a data da assembléia da categoria. Em nosso
próximo Fax Urgente, informaremos o resultado da audiência
de mediação entre a APEOESP e a Procuradoria Regional do
Trabalho.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Fax denuncia S.E.E. ao APEOESP Tribunal Regional do Trabalho nº 49 – 10/07/2008
Secretaria da Educação no Tribunal Regional do Trabalho.
A ação se deve ao descumprimento da S.E.E. ao acordo assinado
durante audiência de conciliação ocorrida em 04 de julho
quando ficou determinado que haveria o pagamento aos
professores que participaram da greve e a posterior
das aulas. Em Comunicado publicado no Diário Oficial, o governo
informou que descontará os dias do período de greve e o
pagamento só se dará mediante reposição das aulas. Esta é
ação punitiva adotada pelo governo contra os docentes que
ousaram lutar pelos seus direitos. A APEOESP defende o
pagamento integral dos dias parados, a instituição de um
calendário de reposição, debatido pelo Conselho de Escola,
e o desconto das aulas que não forem repostas.
INTENSIFICAR A LUTA
Segundo determinação do TRT, o governo tinha até às 18 horas
desta quinta-feira, 10 para apresentar um calendário de
negociação sobre todos os itens da pauta. Mais uma vez,
a S.E.E. não cumpriu a determinação. O governo não
apresentou qualquer proposta de negociação sobre os itens,
entre eles a a revogação do Decreto e o não desconto
dos dias parados.
Após cobrança da APEOESP, houve apenas retorno do
Departamento de Recursos Humanos (DRHU) informando
que efetuará o pagamento das reposições da seguinte forma:
as aulas dadas em julho serão lançadas em agosto para
pagamento no 5º dia útil de setembro, e assim sucessivamente.
Anteriormente, a Secretaria propunha pagar as aulas somente
após passados dois meses da reposição.
Diante desta ofensiva, o Sindicato solicitará ao TRT que institua
dissídio coletivo, obrigando o governo a atender a pauta de
reivindicações dos professores. Além disso a APEOESP está
conclamando a categoria a intensificar a luta. A Diretoria Estadual
Colegiada deliberou pela convocação do Conselho Estadual de Representantes, extraordinariamente, para o próximo dia 24 de julho quando
serão definidas novas ações e a data da próxima assembléia em
defesa dos direitos da categoria.
Durante este período, os professores devem manter o estado
de greve e denunciar a forma desrespeitosa como o governo
José Serra trata a categoria e os alunos. Nossa luta objetiva
a melhoria do processo de ensino-aprendizagem e da qualidade
da escola pública com valorização a toda a categoria.






